Seguro residencial

Seguro residencial: o que é, o que cobre e como escolher

Residência protegida pelo seguro residencial, com redoma visual no entorno para representar.

A nossa casa é nossa maior conquista, o lugar onde reunimos a família e construímos a vida. Mas, na rotina, imprevistos acontecem: um curto-circuito em um dia de chuva forte, um vazamento que atinge o vizinho ou uma ventania que arranca parte do telhado podem pegar qualquer um de surpresa. O seguro residencial existe para garantir que esses momentos fiquem apenas no susto, protegendo o seu lar e o seu planejamento financeiro.

Neste guia completo, explicamos como a proteção funciona, o que está coberto, os custos envolvidos e como escolher a melhor opção para a sua rotina.

O que é o seguro residencial?

O seguro residencial é uma proteção para o seu lar e seus bens. Você contrata e, em troca, a seguradora assume os custos financeiros se algo acontecer com o imóvel (como um incêndio, vendaval ou roubo). É a garantia de não precisar arcar sozinho com grandes prejuízos em um imprevisto.

Como ele funciona?

Você escolhe as coberturas que fazem sentido para o seu perfil e define o valor máximo que deseja receber em cada uma delas (o chamado limite de indenização).

A dinâmica é simples:

  • Contratação: em geral, o contrato tem validade de um ano e detalha tudo o que está protegido.
  • Acionamento: se ocorrer algum evento coberto (um sinistro), você avisa a seguradora.
  • Indenização: a empresa avalia o caso e realiza o pagamento até o limite contratado.

Um detalhe importante: os valores das coberturas são independentes. Se você contratou R$ 5 mil para danos elétricos e R$ 30 mil para incêndio, um prejuízo elétrico de R$ 8 mil será coberto até o teto de R$ 5 mil, não é possível transferir o saldo de uma opção para outra. Por isso vale definir cada limite pensando no que aquele risco realmente representa para você.

O seguro residencial cobre os móveis e objetos da casa?

Cobre, desde que você contrate a proteção para os bens, e não apenas para a construção. Você pode segurar só a estrutura, só o conteúdo ou os dois juntos.

  • Imóvel (estrutura): paredes, telhado, piso, instalações elétricas e hidráulicas, acabamentos, portas e janelas.
  • Conteúdo: móveis, geladeira, TV, computador, roupas, eletrodomésticos, objetos pessoais.

Visão de um móvel de sala com toca discos em cima, luminárias, porta-coisas, ao fundo, móveis com armários.

Como funciona a franquia no seguro residencial?

A franquia é a sua participação nos custos do conserto ou reparo: você paga uma parte e a seguradora cobre o restante.

Funciona assim:

  • Cobertura básica (incêndio, queda de raio, explosão, fumaça e queda de aeronaves): na maioria dos casos, não tem franquia. Se houver um incêndio, a seguradora paga 100% dos custos cobertos, sem você precisar tirar nada do bolso.
  • Coberturas adicionais (danos elétricos, vidros, vendaval): costumam ter uma franquia combinada no contrato.

Exemplo rápido: imagine que uma descarga elétrica queimou aparelhos da sua casa e o conserto ficou em R$ 3.000. Se a sua franquia para Danos Elétricos for de R$ 500, você paga R$ 500 e a seguradora paga os R$ 2.500 restantes.

Dica: Como o valor da franquia varia conforme o tipo de cobertura, vale a pena conferir esses valores ao personalizar a sua apólice.

Fachada de residência tradicional, com jardim em frente, portas e janelas brancas de madeira.

O que o seguro residencial cobre?

O seguro residencial se organiza em três tipos de proteção:

  • Cobertura básica: é obrigatória e vem em toda apólice. É o núcleo do seguro, o que protege contra os danos mais graves à estrutura.
  • Coberturas adicionais: são opcionais. Você acrescenta as que fazem sentido para o risco da sua casa, pagando um valor a mais por cada uma.
  • Assistência 24h: são serviços do dia a dia, como chaveiro e encanador. Funcionam de um jeito diferente da indenização.

Cobertura básica: incêndio, raio, explosão e fumaça

A cobertura básica é o núcleo obrigatório de qualquer seguro residencial e protege contra incêndio, queda de raio, explosão, fumaça e queda de aeronaves. É ela que responde pelos danos mais pesados à estrutura da casa, aquele tipo de prejuízo que pode comprometer o imóvel inteiro. Nenhuma apólice de seguro residencial é vendida sem essa base.

Coberturas adicionais: você monta a proteção conforme o risco

As coberturas adicionais são as que você acrescenta à básica para se proteger contra os riscos que fazem sentido na sua realidade. Por exemplo, uma casa numa região de temporais frequentes precisa de proteções diferentes de um apartamento no meio da cidade.

Confira quais são:

Danos elétricos

A cobertura de danos elétricos indeniza aparelhos, equipamentos e instalações que queimam por causa de variações de tensão, curto-circuito ou descarga elétrica. No Seguro Residencial EZZE, por exemplo, ela também cobre danos aos equipamentos de energia solar, um item caro e que faz todo sentido incluir na proteção!

Essa é uma cobertura adicional que vale muito a pena considerar para o seu seguro residencial, pois danos elétricos são bastante comuns nas residências brasileiras. O Brasil é o país com maior incidência de raios do mundo! São cerca de 50 a 78 milhões de descargas por ano segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Roubo e furto de bens

Essa cobertura indeniza os bens levados em caso de roubo ou furto com arrombamento dentro do imóvel. Ela existe para o caso de alguém invadir a sua casa e levar a TV, o notebook, as suas coisas. Em geral, essa cobertura vale para quando há sinais claros de que forçaram a entrada, como uma fechadura destruída, uma janela quebrada, uma porta arrombada. O furto simples, aquele em que alguém entra e leva um objeto sem deixar nenhum vestígio de arrombamento, normalmente não é coberto.

Vendaval, granizo e outros eventos da natureza

Essa cobertura responde por danos causados por vendaval, granizo, ciclone, tornado e eventos parecidos. É uma cobertura cada vez mais procurada, pois os temporais têm se tornado mais fortes e frequentes, e eles causam bastante estrago nas residências.

As perdas seguradas por desastres naturais no mundo somaram cerca de US$ 80 bilhões só no primeiro semestre de 2025, quase o dobro da média dos últimos dez anos. No Brasil, as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 fizeram as indenizações de seguro residencial na região dispararem — vale lembrar que danos por alagamento e inundação dependem de cobertura específica, contratada à parte da de vendaval e granizo. Infelizmente, hoje o risco climático é algo muito importante a ser levado em conta na hora de montar um seguro residencial.

Responsabilidade civil familiar

Apesar do nome burocrático, o conceito é simples: é a cobertura que paga por danos que você, a sua família ou até o seu animal de estimação causem sem querer a outras pessoas. Ela cobre o prejuízo involuntário a terceiros.

Alguns exemplos do dia a dia:

  • Um vaso cai da sua janela e atinge alguém que passava na calçada.
  • O seu cachorro morde uma visita.
  • Uma criança derruba um objeto que quebra o celular de quem estava por perto.

Nesses casos, a cobertura de responsabilidade civil familiar responde pelo dano que você teria de pagar do próprio bolso.

Outras coberturas que podem entrar na apólice

Além dessas coberturas mencionadas, que são as mais comuns, o seguro residencial permite acrescentar outras coberturas conforme a necessidade:

  • Quebra de vidros: cobre vidros, espelhos, box de banheiro, mármores e granitos fixados na estrutura.
  • Joias e relógios: protege itens de valor dentro de casa, com regras próprias de comprovação.
  • Jardim e paisagismo: cobre plantas, árvores e itens de decoração da área externa.
  • Pagamento de aluguel: ajuda com o aluguel de outro lugar caso o imóvel fique inabitável depois de um sinistro coberto.
  • Pequeno negócio em casa: protege equipamentos de quem trabalha dentro de casa, dentro das atividades aceitas pela seguradora.

Não precisa contratar tudo. O melhor caminho é conversar com o corretor sobre o que faz sentido no seu caso.

Assistência 24h: o que resolve no dia a dia?

A assistência 24h são serviços oferecidos pela seguradora para ajudar a resolver problemas pontuais na casa, muitas vezes sem custo de mão de obra e sem franquia. É o benefício que o segurado mais usa, porque atende as pequenas urgências da rotina.

Os serviços mais comuns são:

  • Chaveiro: quando você fica trancado para fora ou a fechadura trava.
  • Encanador: para conter um vazamento súbito.
  • Eletricista: para uma tomada queimada ou um curto na rede.
  • Vidraceiro: para uma vidraça quebrada que deixa a casa exposta.
  • Cobertura provisória de telhado: a lona colocada depois de um temporal, para o estrago não piorar.
  • Limpeza e desentupimento: após um evento que sujou ou obstruiu o imóvel.

Na EZZE, esses serviços vêm em planos de assistência com abrangências diferentes, e alguns incluem até atendimento para pet e pequenos reparos domésticos, como troca de lâmpadas e fixação de prateleiras. O que está disponível depende do plano contratado, então vale conferir o pacote na hora de fechar.

O que o seguro residencial não cobre?

O seguro residencial não cobre problemas decorrentes da falta de manutenção da casa. É comum que a casa vá se deteriorando com o tempo, e isso não é considerado sinistro, e sim, desgaste.

Com isso em mente, veja o que costuma ficar de fora:

  • Falta de manutenção e desgaste natural: rachaduras antigas, infiltração por má conservação, coisas que a casa acumulou com o tempo.
  • Danos que já existiam antes da contratação: o problema anterior à apólice não é coberto.
  • Imóvel desocupado por mais de 30 dias: passado esse prazo, a cobertura fica suspensa até o imóvel voltar a ser habitado.
  • Obras e reformas não informadas: danos durante uma obra que a seguradora não sabia que estava acontecendo.
  • Atos intencionais: o dano provocado de propósito não é indenizável.
  • Bens de alto valor não declarados: joias, obras de arte e itens caros que não foram informados na apólice.

Quem pode contratar um seguro residencial?

O seguro residencial pode ser contratado por qualquer pessoa com interesse em proteger um imóvel residencial, seja você o dono ou o morador. O seguro cobre os imóveis usados para moradia, e alcança as situações mais comuns do dia a dia:

  • Casa e sobrado: imóveis térreos ou assobradados destinados à moradia.
  • Apartamento: unidade residencial em edifício de condomínio constituído.
  • Residência habitual: onde você mora de forma regular, no uso diário.
  • Residência de veraneio: a casa de praia ou de campo usada para lazer e descanso.
  • Moradia com negócio: imóvel que serve de casa e de local de trabalho para profissionais autônomos e MEI, dentro das atividades aceitas.

Há restrições em situações específicas, como imóveis desocupados por muito tempo, construções fora do padrão de alvenaria ou casas em obra. Por isso a contratação passa por uma análise do risco, que confirma se aquele imóvel se enquadra nas condições da seguradora.

Seguro para casa, apartamento e imóvel alugado: o que muda?

O produto é o mesmo, o que muda é o perfil de risco e quem protege o quê. Uma casa, um apartamento e um imóvel alugado têm exposições diferentes, o que vai mudar as coberturas que fazem mais sentido em cada situação.

Casa

A casa tende a ter um leque de risco maior, e por isso costuma pedir mais coberturas. Ela tem telhado exposto ao vendaval, área externa, muros, portão e, em muitos casos, mais pontos vulneráveis a arrombamento do que um apartamento. Também não conta com a barreira de um prédio com portaria.

Se você mora em casa, o olhar precisa ir além do que está dentro. Pense no telhado, que um temporal pode arrancar, no muro, que pode cair, e na área externa, que passa o dia exposta. Coberturas como vendaval e danos elétricos costumam pesar mais nesse perfil.

Apartamento

Para quem mora em apartamento, é mais comum priorizar três coisas: o conteúdo (os seus bens), os danos elétricos e a responsabilidade civil, que resolve, por exemplo, aquele vazamento que atinge o vizinho de baixo. A estrutura interna também pode entrar, mas a maior parte do risco de um apartamento está no que é seu, dentro de casa.

E uma informação importante: o seguro obrigatório do condomínio não protege a sua unidade. Ele cobre a edificação e as áreas comuns do prédio, a estrutura coletiva, mas não o interior do seu apartamento nem os seus bens. Ter seguro de condomínio não significa ter a sua casa protegida.

Imóvel alugado

No aluguel, o inquilino pode e deve contratar o seguro residencial. A diferença nesse caso, é que as proteções são divididas de acordo com o interesse de cada parte:

  • O que é responsabilidade do inquilino: proteger os seus próprios bens (móveis, eletrodomésticos e eletrônicos) contra roubo ou danos, além de garantir a cobertura de Responsabilidade Civil (caso um vazamento no apartamento cause prejuízos ao vizinho, por exemplo).
  • O que protege o proprietário: a cobertura da estrutura do imóvel (paredes, teto e instalações).

Fachada de prédio, mostrando janelas de apartamentos vistas da rua.

Quanto custa um seguro residencial?

Menos do que a maioria das pessoas imagina! Existe uma percepção de que seguro de casa é caro, mas a realidade do mercado é outra. Um seguro residencial pode partir de algo entre R$ 15 e R$ 30 por mês para apartamentos menores, e pode chegar à faixa de R$ 70 a R$ 90 por mês em casas maiores, com valor variando conforme coberturas adicionais.

Perto do que está sendo protegido, é um custo bem baixo!

Quais são as vantagens de ter um seguro residencial?

As vantagens do seguro residencial vão além de cobrir o prejuízo de um acidente. Resumindo o que ele entrega:

  • Proteção do patrimônio: cobre um dos maiores bens da família contra perdas que seriam difíceis de absorver de uma vez.
  • Indenização pelo valor de novo: no Seguro Residencial EZZE, por exemplo, a indenização usa o valor de um bem novo, sem descontar a depreciação pelo tempo de uso.
  • Tranquilidade dentro e fora de casa: você deixa de carregar sozinho o risco de um incêndio, um temporal ou um roubo, inclusive quando viaja e a casa fica vazia.
  • Assistência para as pequenas urgências: chaveiro, encanador e eletricista resolvendo problemas pontuais sem custo de mão de obra.
  • Cuidado extra com pets: algumas apólices, como a do Seguro Residencial EZZE, oferecem assistência para cães e gatos.
  • Custo baixo perto do que protege: por poucas dezenas de reais por mês, você cobre um patrimônio de centenas de milhares.
  • Suporte em momentos de ausência: tranquilidade para viajar nas férias sabendo que a casa está protegida contra roubo ou danos por tempestades enquanto você estiver fora.

Como escolher o seguro residencial certo para o seu caso

Depois de entender o que cada cobertura faz, o melhor caminho para escolher o seguro residencial ideal para você é entender as suas necessidades. Aqui vão três perguntas que podem ajudar:

  1. Quanto vale o que eu preciso proteger? Some o que você realmente teria de repor se perdesse tudo: móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, roupas. Não chute um número baixo para “economizar”, pois isso pode refletir em uma indenização com valor menor do que o necessário no caso de um sinistro.
  2. Qual é o risco predominante de onde eu moro? Área de tempestade frequente pede danos elétricos e vendaval. Região com histórico de furto pede a cobertura de roubo. Apartamento em prédio pede atenção à responsabilidade civil. Priorize a cobertura que combate o risco mais real do seu endereço.
  3. Como é a minha rotina? Quem faz home office com equipamentos caros pensa em danos elétricos e roubo. Quem tem pet olha a responsabilidade civil e a assistência. Quem passa muitos dias fora considera a exposição da casa vazia.

Como acionar o seguro residencial?

Acionar o seguro é muito simples:

  1. Comunique o sinistro à seguradora o quanto antes: assim que perceber o problema, avise. O aviso rápido é o que dá início ao processo.
  2. Garanta a segurança e evite que o dano piore: feche o registro de água, desligue a energia se houver risco, isole a área. O importante é conter o estrago sem se colocar em perigo.
  3. Reúna e registre as provas: fotos e vídeos do dano, nota de compra dos bens atingidos e, em caso de roubo, o boletim de ocorrência. Quanto melhor a comprovação, mais fácil a análise.
  4. Acompanhe a análise até a indenização: a seguradora avalia o caso e, confirmada a cobertura, paga o valor devido.

O prazo padrão de regulação de sinistro no Brasil é de até 30 dias após a entrega de todos os documentos. E a franquia, quando existir naquela cobertura, é abatida da indenização, você não paga separado.

Na EZZE, o aviso de sinistro pode ser feito por canais digitais, o que agiliza esse primeiro contato.

Vale a pena contratar seguro residencial?

De forma geral, sim. Por um custo mensal baixo, o seguro protege um dos maiores patrimônios da família contra prejuízos que, sozinhos, seriam difíceis de absorver.

Hoje, cerca de 17% dos domicílios brasileiros têm seguro residencial, segundo levantamento da CNseg. Ou seja, mais de 8 em cada 10 lares ainda não contam com esse tipo de proteção. Ao mesmo tempo, a contratação vem crescendo, mostrando que cada vez mais brasileiros estão percebendo o valor de proteger a casa contra imprevistos que podem custar caro.

E essa proteção não precisa ficar restrita aos grandes sinistros.Seguro Residencial EZZE permite combinar diferentes coberturas de acordo com as necessidades do imóvel e ainda conta com opções de assistência para situações do dia a dia.

Dependendo do plano contratado, a apólice também reúne facilidades como check-up domiciliar, help desk e assistência para pets, além dos serviços de emergência já citados. Assim, o seguro é útil tanto no prejuízo grande quanto nos imprevistos que precisam de solução rápida em casa.

Converse com seu corretor para avaliar as coberturas e assistências disponíveis e montar uma proteção adequada à sua casa e à sua rotina.

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